O amor de Deus é colorido - frase que achei muito bonitinha :)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Eu, tu, ele


                                                                                 Foto: Carol Oliveira

Estou me afastanto, estou indo embora e preciso que me entendas antes que eu vá, crucificado na parte externa do vagão de um trem em alta velocidade.  Tento devagar, mas claro: ele NÃO  se afasta.
Dia após dia, eu noto, torna-se mais simpático, mais eficiente, mais solícito - para utilizar palavras que não sei bem o que significam, mas imagno sempre alguém sorrindo muito, fazendo reverências, curvando constantemente a cabeça... com seu silêncio de passinhos miúdos e pés amarrados.
Preciso tentar certa ordem no que digo, e dizer de novo, VÊ SE ME ENTEDES: ele não se afasta , mas é dentro dele que eu me afasto. Dentro dele, eu espio-o de fora de nós. E não me atrevo.


trecho de Eu, tu, ele
do livro Morangos Mofados
Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Das nossas complicações

E ele dizendo o quanto queria me ver de novo. Mas a vida é complicada. E eu dizendo o quanto queria que ele realmente quisesse me ver de novo. Mas ele é complicado.


P.S: Ou será eu?




Tati Bernardi, sol

domingo, 28 de novembro de 2010

Sem Ana, blues


Quando Ana me deixou, eu fiquei muito tempo parado na sala do apartamento, cerca de oito horas da noite, com o bilhete dela nas mãos. No horário de verão, pela janela aberta da sala, à luz as oito horas da noite podiam-se ainda ver uns restos de dourado e vermelho deixados pelo sol atrás dos edifícios, nos lados de Pinheiros. Eu fiquei muito tempo parado no meio da sala do apartamento, o último bilhete de Ana nas mãos, olhando pela janela os vermelhos e os dourados do céu. E lembro que pensei agora o telefone vai tocar, e o telefone não tocou, e depois de algum tempo em que o telefone não tocou, e podia ser a Lucinha da agência ou o Paulo do cineclube ou Nelson de Paris ou minha mãe do Sul, convidando para jantar, para cheirar pó, para ver Nastassia Kinski nua, perguntando que tempo fazia ou qualquer coisa assim, então pensei agora a campainha vai tocar. Podia ser o porteiro entregando alguma correspondência, a vizinha de cima à procura da gata persa que costumaca fugir pela escada, ou mesmo alguma dessas criancinhas meio monstros de edifício. Que adoram apertar as campainhas alheias, depois sair correndo. Ou simples  engano, podia ser. Mas a campainha também não tocou, e eu continuei por muito tempo sem salvação parado ali no centro da sala que começava a ficar azulada pela noite,feito o interior de um aquário, o bilhete de Ana nas mãos, sem fazer absolutamente nada além de respirar.

De todos aqueles dias seguintes, só guardei três gostos na boca  -  de vodca, de lágrima e de café. O de vodca, sem água nem limão ou suco de laranja, vodca pura, transparente, meio viscosa, durante as noites em que chegava em casa e, sem Ana, sentava no sofá para beber no último copo de cristal que sobrara de uma briga. O gosto de lágrima chegava nas madrugadas, quando conseguia me arrastar da sala para o quarto e me jogava na cama grande, sem Ana, cujos lençóis não troquei durante muito tempo porque ainda guardavam o cheiro dela, e então me batia e gemia arranhando as paredes com as unhas, abraçava os travesseiros como se fossem o corpo dela, e chorava e chorava até dormir sonos de pedra sem sonhos. O gosto de café sem açúcar acompanhava as manhãs de ressaca e tardes de agência, entre textos de publicidade e sustos a cada vez que o telefone tocava. Porque no meio dos restos dos gostos de vodca, lágrima e café, entre as pontadas na cabeça, o nojo na boca do estômago e os olhos inchados, principalmente às sextas-feiras, pouco antes de desabarem sobre mim aqueles sábados e domingos nunca mais com Ana, vinha a certeza de que, de repente, bem normal, alguém diria telefone-para-você e do outro lado da linha aquela voz conhecida diria sinto-falta-quero-voltar. Isso nunca aconteceu.


Caio F. em Os dragões não conhecem o paraíso

Doce infância

Nossa! Olha quantas estrelas no céu!!
Parece açúcar em cima de rosquinha DOCE.
                                             # Bob

sábado, 27 de novembro de 2010

Saiba

Saiba: todo mundo foi neném
Einstein, Freud e Platão também.
Hitler, Bush e Saddam Hussein
Quem tem grana e quem não tem.

Saiba: todo mundo teve infância
Maomé já foi criança.
Arquimedes, Buda, Galileu
E também você e eu.

                                                                                         Adriana Partimpim




Passava os dias ali, quieto, no meio das coisas miúdas.
E me encantei.


Manoel de Barros

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

MAFALDA # 01


Clique na imagem 
para melhor
visualização.

"Desistir?



Eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério.
É que tem mais chão nos meus olhos
do que cansaço nas minhas pernas,
mais esperança nos meus passos
do que tristeza nos meus ombros,
mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça."


_Cora Coralina_

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

She's a Lady

Aumente o SOM e curta a poderosa voz de Tom Jones, nesta versão de 1974 da música 
"She's a Lady".




"Segura o turbante, meu bem. E sente o ritmo "

                                           Caio F.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Luz

C
                                                                            

"Hoje vi o sol nascer e se pôr. 
  Depois vi a lua, cheíssima, nascer também. 
   Lindo.
    Até bati um papinho com não sei quem, 
         pedindo luz pra mim, 
                                               pro planeta, pras pessoas."
 

Caio F.

Parei de comer Hamburguer

Tá bom, já sabia que os hamburguers eram feitos das mais diversas partes não nobres de bovinos e aves, mas é que ontem me caiu a ficha.

Numa aula bem elucidativa sobre Hipo/Hipertireoidismo o professor me solta uma informação que me fez pensar sobre os hamburguers!  

Além das carnes não nobres, a tireóide dos animais é juntamente triturada e processada pra depois ir parar num Big Mac. 

Nós que em especial fizemos anatomia ficamos imaginando a cena, sabe! Terrível..

Mas o pior nem é isso, tem gente que come coisa pior, enfim.. rsrs.. O propósito desse post é informar-vos que excessos de Mc Donnalds, Giraffas, Bob's ... pode acarretar em um desconfortozinho chamado Tireotoxicose Factícia, neste caso, causada pelo esmagamento inadvertido da tireóide dos coitados dos bois e que vão parar no seu hamburguer.

Nos anos 80 foi relatada uma epidemia de Tireotoxicose no meio-oeste americano, por consumo de carne na forma de hamburguer,contaminada por tireóide bovina.

Bom, a Tireotoxicose nada mais é do que uma síndrome causada por excesso de hormônio tireoidiano (HT) circulante, sem que necessariamente a pessoa tenha uma disfunção da sua tireóde. É o aumento de HT de forma exógena, por exemplo. 

E para elucidar, o HT é o responsável pelo metabolismo do corpo humano. 
Ele em excesso causaria:
-Taquicardia
-Nervosismo
-Irritabillidade
-Tremores
-Calor / Intolerância ao calor / Pele úmida
-Fraqueza muscular
-Insônia e outras cositas mais.

Sabendo disso, fica fácil relacionar uma coisa com a outra né???
Como os hamburguers CONTÉM tireóide bovina é bem provável que tenha também HT e consumi-los em excesso, de forma contínua, pode ser bem desgostoso para o metabolismo corporal.


Mas óh, nada de ficarem neuróticos, deixem isso pra nós estudantes do Corpo Humano (rsrs), mas se liga, não deixem de fazer uma visitinha para o seu médico. Coisa de rotina, saca?
Só queria deixar o recado.. A gente come mal, a gente não sabe o que come.. 

Fica a dica para uma alimentação saudável.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã...
Martha Medeiros